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As administrações de Joinville e Itajaí, as duas com maior registro de mortes por coronavírus em Santa Catarina, têm adotado medidas bastante diferentes no enfrentamento da pandemia, no entanto, os resultados ainda não refletem em queda no número de novos casos ou de mortes. Enquanto Udo Döller (MDB) chegou a defender a chamada imunidade de rebanho e o retorno do transporte público, Volnei Morastoni (MDB) tem apostado nas ditas receitas milagrosas com tratamentos experimentais e sem comprovações científicas de eficácia. Os dois municípios são os únicos que ultrapassaram a marca de 100 mortes por covid-19 no estado.

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Em Itajaí, onde ivermectina, azitromicina e cânfora são usados para tratar pacientes do novo coronavírus, Morastoni – que também é médico pediatra – anunciou em uma live no Facebook, na terça-feira, 3, mais um tratamento alternativo: a ozonioterapia com aplicação retal. O município será o primeiro no país a realizar tal experimento em nível ambulatorial.

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A técnica não é autorizada pelo Conselho Federal de Medicina, que só permite aplicação em pacientes em caráter de experimento. A Associação Catarinense de Medicina manifestou que a maneira como o município pretende utilizar o remédio não seria a mais indicada para fins de pesquisa. O Ministério Público, por sua vez, cobrou respostas sobre a forma como o tratamento será ofertado na cidade.

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Na terça-feira, 4, Joinville chegou a 138 mortes com quase 8 mil casos confirmados. Em maio, Udo Döller disse que “é essencial que esse vírus alcance a população como um todo para que [se crie] anticorpos”. A cidade está com 89% dos leitos ocupados e, desde 20 de julho, por força de um decreto estadual, o transporte público foi suspenso. O decreto municipal, válido até domingo, 9, mantém o serviço impedido de operar.

Agora, a prefeitura está buscando ajuda do governo catarinense para ampliar a oferta de leitos e estuda a possibilidade de comprar locais para internação na rede privada.

“Se na segunda-feira o cenário for o mesmo de hoje, a tendência é que sejam mantidas medidas, como a restrição do transporte público, a limitação do acesso das pessoas no comércio e o funcionamento dos bares até as 20h nos dias de semana”, informou a prefeitura de Joinville.

Itajaí soma 105 mortes e 3.855 infectados. Há um mês a cidade tinha 58 mortes, enquanto Joinville registrava 68. Nas duas cidades, os óbitos praticamente dobraram em um mês.

Para o epidemiologista e professor da UFSC, Lucio Botelho, há, sim, explicações para o número elevado de óbitos nas duas cidades: “Joinville tem uma aglomeração industrial gigantesca. Pode parar o transporte público, mas as pessoas são obrigadas a trabalhar. Quem não usa o carro, acaba usando um meio de transporte menos fiscalizado e com maior chance de transmissibilidade. Joinville, para mim, tem números altos por causa do modo de produção, das formas de deslocamento e pelo conjunto muito grande de trabalhadores da cidade”, explica Botelho.

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