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Anunciante do CNT

Após reunião entre membros da Secretaria de Estado da Saúde (SES) e secretários municipais de Saúde de diversas cidades, nesta quinta-feira (19), foi apontado que a covid-19 deve avançar em casos e óbitos em Santa Catarina nas próximas semanas. A chamada Comissão Intergestores Bipartite (CIB), que reúne gestores estaduais e municipais, estima que a situação pode ser mais grave do que foi em julho, quando o Estado registrou recorde na média diária de mortes.

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Segundo participantes da reunião, foi unânime o entendimento de que o cenário será negativo nas próximas semanas.

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Na projeção dos gestores, dois fatores preocupam muito: um deles é a tendência de novas liberações, como as aulas presenciais, por exemplo, que supõem um momento de normalidade. Outro é o reflexo das eleições municipais, que teve festas e aglomerações nos últimos dias para comemoração do pleito, e que devem ter resultado em aumento de transmissão do vírus.

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Não há uma estimativa oficial de possíveis mortes ou de lotação de leitos de UTI. Isso porque o avanço da doença varia e poderia ser impedido com o auxílio da população em geral. Mas o avanço atual de casos preocupa.

“Estamos com dificuldades de as pessoas entenderem que precisam fazer a sua parte neste enfrentamento. Nós não podemos pensar só em abrir leitos de UTI se as pessoas não se cuidam “, disse o presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de SC (Cosems/SC) e secretário de Cunha Porã, Alexandre Lencina Fagundes.

No início de novembro, o secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro, havia feito alerta parecido. “O aumento dos casos está acontecendo principalmente na faixa de 30 a 40 anos, que acabam não tendo um agravo mais sério, mas essas pessoas contaminam os mais frágeis. E por conta disso, os óbitos acabam demorando para aparecer, mas me parece que, infelizmente, esses óbitos virão”, afirmou.

Existe o entendimento entre os gestores de saúde de que outros fatores atrapalham o combate à pandemia. Entre eles, a crise política e econômica. Isso acontece porque, segundo eles, parte do setor econômico e líderes políticos pressionam pela abertura das atividades e deslegitimam a palavra dos técnicos baseadas na ciência.

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