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O isolamento social tem sido imprescindível para diminuir a transmissão do novo coronavírus. Mas, também, por conta do isolamento, segundo Gigliolle Romancini de Souza Lin, Médica de Família e Comunidade da Unimed Tubarão, é possível observar uma baixa procura pelos serviços de saúde, tão rotineiros em anos anteriores.

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Antes de tudo, segundo Gigliolle, é importante definir o que é saúde. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não meramente a ausência de doenças e enfermidades. Partindo-se desta definição, especialmente num ano tão atípico como o de 2020, marcado pela pandemia da Covid-19, é “possível que nunca tenhamos sido tão diretamente afetados por uma doença como a que estamos vivenciando hoje”, pontua.

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Nesse sentido, acentua a médica, é importante trazer algumas informações para à população. “Então, qual a importância de a gente realizar acompanhamento regular de saúde para prevenir doenças?”- indaga a médica. Na prática da Medicina de Família, ela divide a prevenção em quatro categorias: a prevenção primária, que seria uma série de medidas que se adota para se manter livre de doenças, como imunização, alimentar-se adequadamente, ter água potável e saneamento básico. Tudo isso evita contrair doenças.

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Depois, aponta Gigliolle, vem a prevenção secundária, que seria a detecção precoce de doenças, de forma que o tratamento seja instituído de uma maneira bem rápida, antes que danos irreversíveis aconteçam. O grande exemplo da prevenção secundária são os rastreamentos para detecção precoce de câncer. O maior objetivo é detectar a doença em uma fase bem inicial, com enormes possibilidades de cura.

Existe, ainda, a prevenção terciária, que é quando se reabilita a pessoa em caso de doença já estabelecida, para evitar complicações ainda maiores. Neste tipo de prevenção, o que se quer é reduzir a incapacidade causada por determinada doença. “Por exemplo, quando indico uma fisioterapia para uma pessoa que sofreu Acidente Vascular Cerebral (AVC), estou fazendo prevenção terciária”, ressalta

E, por fim, algo que se tem comentado recentemente, chama-se prevenção quaternária que é o ato de se evitar danos potenciais e medicalização excessiva, decorrente de intervenção médica irracional. “É como se eu, como médica, saísse solicitando uma bateria de exames, todos iguais, para todas as pessoas que venham se consultar comigo. Isto, muitas vezes, nem é eticamente adequado, não é sensato e nem faz sentido eu aplicar o mesmo conjunto de exames para todas as pessoas de forma indistinta”, comenta. A prevenção quaternária, segundo ela, é justamente o ato do médico individualizar os exames de acordo com cada pessoa para que haja uma solicitação de exames muito mais coerente, com base em toda a sua história pessoal e até mesmo familiar. “Então, a prevenção quaternária vem justamente para se evitar os excessos da medicina moderna”.

Oportunidade
Para a profissional, é nesse sentido que os Médicos de Família e Comunidade estão numa posição bastante única para ajudar as pessoas a manter e melhorar sua saúde. Estima-se que um Médico de Família atenda cada um dos pacientes de três a quatro vezes por ano.

Muitas dessas consultas são em função de problemas que se solucionam rapidamente em pessoas que, previamente, são saudáveis. “Assim, o Médico de Família e Comunidade oferece excelente oportunidade para aconselhar a respeito da saúde e também para detectar precocemente as doenças”, diz.

“O que gostaria de deixar muito claro é que reconhecemos o momento que se tem vivido, mas chamamos muito a atenção da população para que não se descuide dos seus problemas de saúde. É muito importante o contato regular com seu Médico de Família para que juntos, pessoa e médico, possam estar atentos a todos os níveis de prevenção – primária, secundária, terciária ou quaternária – e, sobretudo, para garantir a manutenção da saúde, apesar da pandemia”, conclui.

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