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Sócio cobra R$ 460 milhões de banco ligado a Edir Macedo

Disputa envolve fundo bilionário e ativos considerados irregulares

Começou a ganhar força nesta segunda-feira (16) a ação judicial em que um sócio minoritário do Banco Digimais, instituição controlada por Edir Macedo, cobra cerca de R$ 460 milhões por prejuízos que afirma ter sofrido após integralizar sua participação em um fundo com ativos considerados problemáticos. A cobrança ocorre porque o investidor sustenta que recebeu títulos com falhas documentais e baixo lastro, o que teria provocado perdas expressivas.

Entenda o que motivou a ação
O empresário Roberto Campos Marinho Filho, da Yards Capital, detinha 20% das cotas do fundo EXP 1. O Digimais possuía os 80% restantes. No entanto, após a constituição do fundo, a Yards contratou auditoria independente. E então surgiram os problemas.

Segundo a notificação judicial, os auditores identificaram mais de 20 mil cédulas de crédito bancário com inconsistências relevantes. Além disso, apontaram falhas na documentação e possíveis fragilidades jurídicas nos títulos. Diante disso, o investidor afirma que o fundo perdeu valor rapidamente.

Ainda segundo a ação, o banco teria interferido no fluxo de pagamentos vinculados aos créditos. Com isso, valores que deveriam reforçar o caixa do fundo teriam sido redirecionados. Por consequência, o prejuízo se ampliou, o que levou o sócio a exigir ressarcimento quase integral do valor investido.

Como o fundo foi estruturado
O fundo EXP 1 foi criado em fevereiro de 2025 com aporte estimado em R$ 720 milhões. Para compor o capital, o banco integralizou parte significativa com cédulas de crédito vinculadas a operações consignadas. Contudo, parte desses ativos tinha ligação com instituições que, pouco depois, enfrentaram dificuldades severas, entre elas o Banco Master.

Posteriormente, o Master entrou em liquidação extrajudicial por decisão do Banco Central, o que aumentou a pressão sobre operações estruturadas com ativos semelhantes. Assim, o contexto de instabilidade elevou o grau de risco do fundo e intensificou o conflito societário.

Impacto no mercado e riscos envolvidos
O caso acende um alerta claro. Investidores dependem de diligência rigorosa e transparência na originação de créditos. Quando ativos apresentam falhas documentais, o risco jurídico cresce. E quando esse risco se materializa, os efeitos podem alcançar sócios, credores e até a reputação institucional.

Além disso, a disputa pode provocar revisões contratuais em operações semelhantes. O mercado financeiro observa o desdobramento com atenção, sobretudo porque envolve valores elevados e estruturas complexas.

Próximos passos
Agora, o Judiciário vai analisar documentos, contratos e eventuais perícias técnicas. As partes poderão apresentar defesa e produzir provas. Enquanto isso, o valor bilionário do fundo e o montante cobrado mantêm o caso sob os holofotes.

O desfecho ainda é incerto. No entanto, o processo já evidencia a importância de governança sólida, auditoria eficiente e controle rigoroso na estruturação de fundos de investimento.

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