Foto: Divulgação/Baly Brasil
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Anunciante do CNT

Empresa tubaronense projeta R$ 2,5 bilhões em faturamento para 2026 com expansão de portfólio e nova planta fabril.

A Baly Brasil, empresa tubaronense especializada em bebidas energéticas, ultrapassou a Red Bull em participação do mercado nacional em 2025, conquistando 27% de fatia contra 13% da concorrente austríaca. Agora, com projeção de faturamento de R$ 2,5 bilhões para 2026, a companhia tem novo alvo: a líder Monster, detentora de 33% das vendas. A estratégia passa por diversificação de sabores, expansão do portfólio zero açúcar e aumento acelerado de produção.

Da crise de gestão à recuperação com nova geração

Fundada em 1997 como produtora de vinhos e cachaças, a Baly migrou para energéticos em 2009, utilizando garrafas PET de dois litros como diferencial — formato que se mostrou ideal para o consumo universitário e em festas. Até 2012, liderava o mercado regional do Sul. A trajetória, porém, sofreu baque entre 2012 e 2015: faturamento caiu 50% e participação de mercado desabou da primeira para a quarta posição.

A virada ocorreu com mudança na estrutura executiva. Os fundadores Mário Cardoso e Jânio Nandi Cardoso assumiram posições de conselheiros, enquanto a próxima geração liderou a transformação: Dayane Titon Cardoso (diretora comercial e de marketing) e Mário Júnior Cardoso (diretoria financeira e de operações) adotaram abordagem focada no consumidor, visitando pontos de venda para identificar preferências reais de sabor.

“Um olhar de maior agilidade, flexibilidade e proximidade com o consumidor foi fundamental para recuperar confiança e participação”, contextualiza a trajetória de reestruturação iniciada há cerca de uma década.

Saborização impulsiona crescimento entre classes C e D

Por anos, o guaraná dominou o segmento de energéticos no Brasil, com consumo associado principalmente a bebidas alcóolicas em baladas. A pandemia marcou transformação: o energético começou a ser consumido como substituto de refrigerante ao longo do dia, em qualquer horário.

Identificando essa mudança de padrão de consumo, a Baly investiu pesadamente em diversidade de sabor. O lançamento do sabor “Tropical” resultou em crescimento de 8 vezes no tamanho da empresa — proporção que se repetiu com diversos outros sabores. Até 2026, a linha conta com mais de 30 versões, incluindo iniciativas criativas de marketing: o lançamento “Baly Tadala” para Carnaval de 2026 gerou 2 milhões de visualizações no TikTok e ultrapassou 23 milhões de pedidos em apenas 25 dias.

Os dados de mercado corroboram a estratégia. Dados do Euromonitor indicam que consumo per capita de energéticos pelos brasileiros passou de 4,27 litros anuais (período base) para projeção de 7 litros em 2029. Nesse contexto, a Baly saltou de 1,8 bilhão em faturamento em 2025 para meta de R$ 2,5 bilhões em 2026.

Segmento zero açúcar como porta de entrada nas classes A e B

Além de consolidação entre consumidores das classes C e D, a Baly avança sobre o público de renda mais alta através de posicionamento em bem-estar. Em 2022, a Red Bull detinha cerca de 40% de participação de mercado entre consumidores de classes A e B. Essa fatia agora é alvo da expansão tubaronense.

Todo o portfólio foi replicado em versão zero açúcar, incluindo alternativa enriquecida com 15 gramas de proteína. Entre janeiro e julho de 2026, volume de vendas de energéticos zero açúcar da fabricante cresceu 135% quando comparadas mesmas lojas do período equivalente em 2025 — indicador que demonstra consolidação da categoria junto ao público fitness e wellness.

O investimento em saudabilidade reforça posicionamento de vitaminas B3, B5, B6 e B12 na composição padrão de toda linha, alinhando-se com crescimento observado no segmento. Dados da NielsenIQ indicam que alternativas sem açúcar contribuíram com 72% do crescimento da categoria de energéticos, crescendo duas vezes mais que versões tradicionais.

Investimento em expansão de capacidade

A consolidação de liderança passa também por robustez operacional. Em janeiro de 2026, a Baly adquiriu nova unidade fabril em Araranguá — a maior de suas três plantas. A instalação começará operações no segundo semestre de 2026, com objetivo de duplicar produção: após envasar 550 milhões de litros em 2025, projeção é alcançar 1 bilhão de litros em 2026.

Esse volume reflete expansão acelerada em segmento que cresce robustamente. Segundo dados da Scanntech, garrafas PET de dois litros — formato pioneiro da Baly — representam 40% do mercado nacional de energéticos, categoria em que a empresa tubaronense detém 64% do faturamento. De 2024 a 2025, número de marcas concorrentes na categoria cresceu 23%, enquanto número de itens subiu 24%, sinalizando acirramento competitivo que torna expansão de capacidade fator crítico para manutenção de liderança.

Com estrutura operacional ampliada e portfólio diversificado, a Baly Brasil reforça posicionamento de player nacional com origem e operações radicadas em Tubarão, consolidando trajetória de empresa familiar que transformou desafio inicial de restrição de equipamentos em diferencial de mercado e acessibilidade.

Foto: Divulgação/Baly Brasil
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