Uma megaoperação da Polícia Civil, batizada de “Tecelão”, alcançou sua segunda fase nesta quarta-feira (28), com o objetivo de paralisar um robusto sistema de falsificação de vestuário.
O esquema, que operava de forma interestadual, mantinha bases produtivas em Santa Catarina e centros de distribuição que se conectavam ao estado de São Paulo.
Diferente de pequenas apreensões casuais, a investigação revelou uma estrutura industrial de alta capacidade escondida sob a fachada de imóveis residenciais e galpões comerciais.
O grupo utilizava maquinário profissional para replicar o design de grifes internacionais de luxo e marcas esportivas de renome.
A mercadoria não ficava restrita a feiras locais; o grande motor das vendas era o comércio eletrônico. Através de perfis em grandes marketplaces, os produtos eram despachados para compradores de todo o território brasileiro.
A magnitude do esquema foi confirmada pela apreensão de diversos caminhões lotados de peças prontas para a comercialização.
As equipes policiais concentraram seus esforços no Norte catarinense e no litoral, cumprindo mandados de busca e apreensão nas seguintes localidades:
Cidade | Perfil na Operação:
Araquari e Guaramirim | Centros de produção e estocagem.
Jaraguá do Sul | Polo têxtil onde o esquema se infiltrava ilegalmente.
Tubarão e Governador Celso Ramos | Pontos estratégicos de logística e administração do grupo.
Além da violação de direitos de marca (propriedade industrial), os investigados estão sob a mira por associação criminosa e crimes contra a ordem tributária.
A polícia agora analisa os dados financeiros para identificar a profundidade do lucro ilícito gerado pelo grupo e possíveis ramificações de lavagem de dinheiro.


















