Segundo dia reúne meteorologistas para debater El Niño 2026 e desafios de comunicação de alertas; 440 participantes de 148 municípios
O II Fórum Estadual de Proteção e Defesa Civil encerrou nesta quarta-feira (3) em Tubarão com a apresentação da Carta de Tubarão, documento que sintetiza os compromissos do Colegiado de Proteção e Defesa Civil da Fecam. O evento reuniu quatrocentos e quarenta participantes de cento e quarenta e oito municípios catarinenses.
O segundo dia trouxe aprofundamento técnico em meteorologia. A palestra de abertura abordou a integração entre monitoramento e ações municipais, mediada por Luciano Peri, coordenador regional de Defesa Civil. Frederico de Moraes Rudorff, gerente de Monitoramento e Alerta, compartilhou experiências sobre como as cidades podem responder melhor às previsões climáticas.
A mesa de debates sobre El Niño 2026 marcou transição para discussão de fenômeno que preocupa todo o estado. Felipe Raphael Theodorovitz Mendoza, representante da Secretaria de Proteção e Defesa Civil, participou junto com Gilsânia Cruz do Ciram/Epagri e Carol Macario da Lupa. Os meteorologistas debateram desafios de comunicação e estratégias para reduzir impactos nas comunidades. El Niño ganhou contexto técnico profundo.
À tarde, painel final abordou realidade municipal. Regina Panceri, Gisele Dias e Sérgio Bisotto apresentaram perspectivas de meteorologia, jornalismo e coordenação de defesa civil. O tema “Desafios Municipais na Comunicação de Alertas e na Resposta da População” evidenciou tensão real que gestor público enfrenta: como comunicar risco sem gerar pânico, como preparar população sem alarmismo.
A Carta de Tubarão representa consenso construído em dois dias. Documento reafirma necessidade de fortalecimento institucional em gestão de riscos e desastres. Cooperação entre entes federativos é destacada como imperativo. Investimentos contínuos em prevenção, preparação e resiliência ganham status de compromisso coletivo. Documento foi entregue ao prefeito Estêner Soratto, que encerrou oficialmente o fórum.
A presença de quatrocentos e quarenta pessoas de tantos municípios confirma urgência do tema. Defesa Civil deixa de ser responsabilidade marginal. Torna-se política pública central. Tubarão hospedou debate que impactará gestão climática de Santa Catarina nos próximos anos. Carta será referência para políticas futuras.


















