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Anunciante do CNT

Semana passada, escrevi aqui como é ter um familiar internado com Covid-19, e me comprometi a continuar o relato essa semana.

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Dia 27 de julho, segunda feira, recebo a triste notícia de que o meu avô materno faleceu, foi triste, mas em parte sabemos que ele foi em paz, estava com 90 anos de idade um casamento de mais de 60 anos e teve uma boa vida.

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Depois dessa notícia ficávamos ansiosos a cada dia por notícias do meu pai, é angustiante a espera, quase insuportável, é realmente um teste de paciência. Durante a semana as notícias foram boas, os médicos ligavam dizendo que ele estava respondendo a medicação e que era uma pessoa forte, apesar de estar com 67 anos.

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A pior espera que já tive na minha vida foi do dia 30 até o dia 31 de julho, no dia 29 tivemos a notícia de que meu pai estava reagindo muito bem aos medicamentos, e depois veio o silêncio. Dia 30 não recebemos notícia nenhuma e começou a bater um desespero, muitas perguntas aparecem em sua mente, e os piores pensamentos começam a surgir.

Dia 31 o desespero já estava chegando ao limite enquanto eu e minha mãe tentávamos fazer alguém do hospital nos falar alguma coisa, entendo que a telefonista não possa passar a ligação pra UTI, por que se fosse permitido o telefone estaria sempre ocupado, atendendo aos familiares dos internados.

Então, às 21:34, minha mãe avisou que o médico ligou e ficou mais de 20 minutos conversando com ela e explicando que entende a angustia dos familiares, mas que não precisava se preocupar por que o seu Miguel estava reagindo bem, mesmo sem previsão de alta, pois o tratamento é lento e depende muito do paciente.

A esperança aqueceu nossos corações, os pensamentos ruins se dissiparam e toda negatividade foi embora, foi uma noite tranquila.

No dia seguinte, as notícias foram péssimas, na parte da tarde minha mãe recebe a informação de que o quadro dele tinha se agravado e que a oxigenação começou a cair, a noite o hospital liga e pede para levar alguns documentos do meu pai, e quando meus irmãos chegaram lá, receberam a triste notícia de que meu pai tinha falecido.

Até agora não consigo acreditar, tivemos apenas uma hora de velório, tudo tão rápido que faz parecer que não foi real.

É extremamente difícil terminar esse relato…

Então faço aqui o meu apelo, aqueles que lerem, por favor cuidem se, por favor obedeçam a restrições, vejo muitas pessoas burlando as regras, indo no supermercado com a família toda, entram um depois do outro para não serem barrados.

Vocês precisam aprender a serem educados, regra é regra, e se foi feita é pra ser respeitada, toda regra ou lei é criada por algum motivo.

Se você testou positivo mas não tem sintomas, não brinque com isso, não brinque com a vida das pessoas, pois enquanto pra você o vírus pode se apresentar como uma gripe a pessoa que você mais ama pode perder a vida por isso. Não fique passeando como se estivesse tudo normal, porque não está.

E, com toda a sinceridade, eu espero que você que não respeita o isolamento social, não tenha que perder alguém amado pra ter consciência de que estamos vivendo uma era totalmente diferente, e precisamos ter noção do perigo que nossas vidas correm.

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