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Um ato definido como premeditado, porém desorganizado. Assim, muitos pais e alguns professores da maior escola em número de estudantes na rede estadual de Tubarão – cerca de 1,2 mil alunos – e uma das mais tradicionais do Sul do Estado, resumem o que ocorreu nesta semana. As aulas retornam nesta quinta-feira (18), após quase um ano sem ensino presencial devido à pandemia de covid-19. Mas não como deveria para os discentes do primeiro ao quarto ano, até então matriculados no Henrique Fontes, no bairro Humaitá de Cima. Este grupo, junto com seus professores, não poderá mais frequentar o local, estão proibidos, como se fossem censurados.

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E esta ordem partiu diretamente do governador Carlos Moisés e do recém-empossado secretário de Estado da Educação, Luiz Fernando Vampiro, que é do Sul do Estado e anunciou, há poucos dias, que uma escola de Criciúma seria transformada em unidade cívico-militar e, pressionado por lideranças de Tubarão e da Amurel, decidiu que o Henrique Fontes também fosse modificada para um estabelecimento de ensino gerido pela Polícia Militar. Até aí tudo bem, pais e toda comunidade do Humaitá de Cima manifestaram uma série de agradecimentos e elencaram, em quase que 100% das opiniões, somente pontos positivos…

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O problema é que na antevéspera do início do ano letivo (esta quinta – 18), correu a notícia de que as crianças dos anos iniciais do Ensino Fundamental (citados acima) deverão ser realocadas para a Escola Hercílio Luz, na rua coronel Cabral, no Centro, distante cerca de dois quilômetros – e na outra margem do rio Tubarão. “Isto já está decidido. Segundo a direção do Henrique Fontes, não há como voltar, a não ser que nos unimos e, com apoio da imprensa e da sociedade possamos tentar mudar esta imposição. É inadmissível. Ficamos contentes que nossa escola seria transformada em uma unidade cívico-militar, mas eles não podem simplesmente expulsar os alunos, que já estão matriculados, praticamente na véspera do início do ano letivo. Todos estavam empolgados e até com uniformes novos comprados. Ainda falaram que os pais que não optarem pelo Hercílio Luz podem ficar à vontade para procurar outro colégio. Nossa voz, vez e direito foram calados à força”, dispara a mãe de uma aluna do terceiro ano.

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A unidade cívico-militar atenderá somente os alunos dos anos finais do ensino fundamental e ensino médio (e filhos de policiais militares terão preferência). A parceria é firmada por meio do governo federal. A coordenadora regional de Educação de Tubarão, Maricelma Jung, informa que o governo do Estado vai investir R$ 1 milhão por escola e este valor incluiu a compra de materiais pedagógicos, formação de profissionais e ajustes na infraestrutura.

Dois oficiais militares do Ministério da Defesa, um para apoiar na gestão administrativa do Henrique Fontes e outro para a gestão pedagógica serão enviados a Tubarão. Profissionais militares exercerão a função de monitores da escola. “O quadro de professores, projeto pedagógico e plano de gestão continuarão os mesmos”, disse Maricelma.

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