https://www.cnttubarao.com.br/wp-content/uploads/2021/01/web-banner-IPTU-2021_CNT.jpg
Anunciante do CNT

Após um longo período com fila de espera, finalmente o Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Tubarão, zerou o número de pacientes que aguardavam leitos de covid-19. A informação foi passada pela assessoria do hospital no fim da tarde desta terça-feira (4), por meio de boletim diário.

Anunciante do CNT

As histórias dos pacientes representam a superação em meio ao sofrimento. Os planos deste ano para Gilmar Wenz, 36 anos, de Tubarão, eram muitos. O principal, ampliar a família com a chegada de um filho. Sua esposa Tayse estava gravida de 7 meses quando ele chegou ao Hospital, encaminhado da Policlínica Municipal devido a desconforto respiratório associado a dessaturação (72%).

Anunciante do CNT

Quadro clínico grave que o colocou logo na UTI com 90% de acometimento dos pulmões, causando pela Covid-19. Mais de um mês internado para o tratamento da doença, que trouxe dias de muito sofrimento para a família, principalmente para a mãe Irene Bonette Wenz.

Anunciante do CNT

“Foram muitas orações. Sabíamos do quadro grave. Inclusive chegamos a ser comunicados do agravamento dele e fizemos uma visita presencial. Mesmo assim não perdemos a esperança”, diz emocionada.

A irmã Taize Wenz, disse que acredita que o fato dele saber que seria pai o ajudou a lutar pela vida. “Guillermo nasceu saudável no dia 8 de abril. Mandávamos vários áudios falando para ele do nascimento do bebê. Que ele precisava resistir porque tinha muita gente esperando ele em casa”, relembra.

Mesmo com quadro complicado, somando a uma diabetes do tipo I, que o levou a ter complicações renais, Gilmar resistiu. Ontem ele deixou a UTI e foi para leito de enfermaria, onde fica alguns dias em observação.

Eliege Serafim Pires, de 53 anos, é de Imbituba e está na unidade hospitalar há 27 dias, destes, 20 na UTI. Neste período, além do quadro grave da doença ela perdeu a mãe também para a Covid-19.

Ela nem ficou sabendo porque já estava intubada. Uma dor inexplicável para as filhas Thaiany e Thaynara, já que todas moravam na mesma casa. “Foi um sofrimento muito grande, pois minha vó era como uma mãe também. E o fato de não podermos comunicar ela sobre sua perda, foi muito triste”, relatam.

Maria Helena Constante, 51 anos, de Tubarão, é outra paciente que pode comemorar sua alta da UTI com a filha Emely Constante da Silva e os irmãos Maria e Edson. Dos 20 dias de internação, 13 permaneceu em ventilação mecânica.

Segundo a filha, o companheiro de Maria Helena também deu entrada no hospital no mesmo dia, e ainda permanece na UTI. “Estávamos muito preocupada, pois ela tem asma. Mas graças a Deus deu tudo certo e ela reagiu ao tratamento. Agora é só aguardar uns dias no quarto e ir para casa”, diz a filha.

As duas pacientes foram transferidas para leitos de enfermaria, onde devem permanecer alguns dias até poderem retornar as suas casas.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui