Levantamento desta quarta-feira (22) revela aumento de 16% nos focos do mosquito em relação ao mesmo período do ano passado — Centro lidera com 50 registros e autoridades pedem ajuda da população
O sinal vermelho está aceso na Cidade Azul. O mais recente levantamento da Vigilância Epidemiológica de Tubarão, realizado nesta quarta-feira (22), aponta 422 focos ativos do Aedes aegypti — o mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya — espalhados pelo município. O número supera os 363 focos registrados no mesmo período de 2025, um crescimento de cerca de 16% que preocupa as autoridades sanitárias e exige a participação imediata de toda a população.
O recado é direto: o mosquito está nos quintais de Tubarão — e a solução também está lá.
O Mapa da Infestação: Os Bairros Mais Afetados
O levantamento detalhado mostra que nenhuma região da cidade está completamente livre do vetor. Confira os bairros com maior concentração de focos:
Centro — 50 focos (mais afetado da cidade)
Recife — 35 focos
Oficinas — 34 focos
Humaitá — 33 focos
Vila Moema — 31 focos
Revoredo — 30 focos
Humaitá de Cima, Morrotes, Dehon, Monte Castelo e São João Margem Esquerda — entre 20 e 27 focos cada
Focos em menor escala também foram confirmados em Vila Esperança, Fábio Silva, Santo Antônio de Pádua e São Cristóvão. Registros isolados aparecem ainda em São Martinho, Passagem, São Clemente, São João Margem Direita, Santa Luzia, Praia Redonda, Sertão dos Corrêas, Guarda Margem Direita, Cruzeiro, Mato Alto, Bom Pastor e KM 60.
Situação Epidemiológica: Casos Humanos em Tubarão
Apesar do crescimento nos focos do mosquito, a situação clínica segue sob controle até o momento:
Total de notificações: 62 casos
Casos descartados: 55
Casos em investigação: 6
Casos confirmados: 1 (autóctone — transmissão dentro do próprio município)
Internações hospitalares em 2026: zero
A ausência de internações é um alívio, mas o aumento nos focos do vetor acende um alerta importante: se a infestação não for combatida agora, os casos humanos podem crescer nas próximas semanas.
O Apelo das Autoridades: Cada Tubaronense Faz a Diferença
A secretária interina de Saúde, Patrícia Marcon, foi direta no recado à população: “Precisamos que cada morador de Tubarão seja um aliado no combate ao mosquito e dedique alguns minutos da semana para revisar seu quintal e eliminar qualquer ponto de água parada. O aumento no número de focos em nossa cidade é um sinal de alerta — e a nossa principal defesa contra a dengue é impedir que o mosquito nasça. Por isso, pedimos que todos façam a sua parte para proteger a nossa comunidade.”
O Que Você Pode Fazer Agora — 5 Passos Essenciais
A boa notícia é que combater o mosquito está ao alcance de todo mundo. Veja o que fazer ainda hoje:
Elimine água parada em baldes, vasos, pneus e calhas
Limpe quintais, pátios e terrenos pelo menos uma vez por semana
Mantenha caixas d’água tampadas e sem frestas
Troque a água dos vasos de plantas regularmente
Inspecione locais esquecidos como garagens, depósitos e beirais
Encontrou um Criadouro? Denuncie!
Se você identificar possíveis criadouros em terrenos abandonados ou pontos críticos, acione a Vigilância Epidemiológica:
Ouvidoria Municipal: (48) 3621-9051
E-mail: ouvidoria@tubarao.sc.gov.br
As equipes de fiscalização e combate às endemias realizarão as intervenções necessárias no local.
Por Que o Outono Não é Motivo para Relaxar
Muita gente acredita que com a chegada do outono e das temperaturas mais baixas o risco da dengue diminui. Esse é um dos maiores equívocos. O mosquito Aedes aegypti se reproduz com rapidez durante todo o ano em regiões como o litoral sul catarinense, e focos deixados agora podem se multiplicar rapidamente com qualquer alta de temperatura. Os 422 focos desta quarta-feira são a prova de que o relaxamento pode custar caro.
Tubarão já foi além dos números de 2025. Evitar que os casos humanos sigam o mesmo caminho depende de uma única coisa: cada morador fazendo a sua parte.









