Fotos: PMT/Divulgação
https://www.cnttubarao.com.br/wp-content/uploads/2021/01/web-banner-IPTU-2021_CNT.jpg
Anunciante do CNT

Uma obra concluída há poucos dias. Um fim de semana. E mais de um quilômetro de fios elétricos arrancados do chão. O que a Prefeitura de Tubarão entregou à comunidade do bairro São João Margem Esquerda com investimento e planejamento, vândalos destruíram em questão de horas — e o prejuízo pode chegar a R$ 70 mil dos cofres públicos.

O furto foi descoberto nesta segunda-feira (27), quando eletricistas foram até a Pracinha do Loteamento Vilaggio das Pedras realizar um teste técnico para comunicar à Celesc e autorizar a energização do local. O que encontraram foi devastação.

A Ousadia dos Criminosos: Concreto Quebrado e Tubulação Destruída

O crime chamou atenção não apenas pelo volume do que foi levado, mas pela brutalidade da ação. Os criminosos não se limitaram a cortar os fios — eles quebraram o concreto das caixinhas dos terminais, danificaram a caixa de leitura e destruíram toda a tubulação de cano PVC instalada na praça.

O gerente da COSIP, Márcio Soares, esteve no local e relatou o que a equipe encontrou:

“Esses fios são furtados para vender o cobre no ferro-velho. Quando chegamos ao local verificamos que eles queimaram ali mesmo e esqueceram uma parte do furto no chão. Realmente é uma ousadia muito grande.”

Os autores queimaram parte dos fios no próprio local para separar o cobre — e deixaram para trás um rolo de fiação carbonizada como evidência da ação.

Caso Semelhante nas Proximidades da Ponte do Morrotes

O episódio na Pracinha do Vilaggio das Pedras não foi isolado. Nas proximidades da Ponte Manoel Alves dos Santos, conhecida como Ponte do Morrotes, vândalos tentaram repetir o crime: cortaram os fios de uma fiação subterrânea das luminárias do Parque Linear.

Desta vez, porém, o furto não se consumou — e o motivo diz muito sobre a lógica dos criminosos. A fiação era de alumínio, material com valor de mercado muito inferior ao cobre, o que tornou o roubo economicamente inviável para os autores. A estrutura foi danificada, mas os fios permaneceram no local.

Quem Paga a Conta? O Contribuinte

O impacto financeiro do crime vai direto para o bolso do cidadão. A estimativa de prejuízo de até R$ 70 mil representa recursos da COSIP — a Contribuição para o Custeio de Iluminação Pública —, ou seja, verba arrecadada dos próprios moradores de Tubarão para manter e expandir a iluminação pública da cidade.

O secretário de Serviços Públicos e Zeladoria, Felippe Tessmann, é enfático sobre o impacto e os próximos passos:

“Quando isso acontece, todo mundo perde. O prejuízo cai direto no bolso do contribuinte. Vamos analisar uma forma e elaborar um projeto que dificulte esse tipo de ação dos criminosos não só nas praças, mas em todos os locais que eles tenham acesso.”

O Que Vem Pela Frente: Prevenção e Responsabilização

A Secretaria de Serviços Públicos e Zeladoria já sinaliza que o episódio não ficará sem resposta. Além dos estudos para dificultar o acesso de criminosos à infraestrutura pública, o caso evidencia a necessidade de mecanismos de vigilância e proteção ao patrimônio municipal — especialmente em obras recém-entregues à população.

A praça foi construída para a comunidade. Recuperá-la, mais uma vez, será responsabilidade de todos os tubaronenses — via tributos, paciência e, sobretudo, cobrança por justiça.

Compartilhe esta matéria e ajude a pressionar por mais segurança e proteção ao patrimônio público de Tubarão.

Fotos: PMT/Divulgação

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui