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Anunciante do CNT

Um ofício que consta no processo da operação Hefesto, que apreendeu mais de 500 quilos de carne equina e bovina em Morro da Fumaça, vazou nas redes sociais na noite de ontem, dia 16. O documento assinado pelo delegado Antonio Marcio Campos Neves cita quatro nomes de estabelecimentos investigados.

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O delegado Ulisses Gabriel, que coordena a operação, confirma que o documento vazado está no inquérito e foi um pedido de inspeção à Vigilância Sanitária de Santa Catarina.

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“Solicitamos que a Vigilância fosse até o local para fazer uma análise, porque verificamos que esses estabelecimentos negociaram carne com as pessoas investigadas. Não tem como comprovar se era de cavalo ou não e se eles venderam efetivamente, mas fizeram negociações de carne imprópria para o consumo. Eles já foram ouvidos. A fiscalização foi lá e vamos verificar a situação de indiciar ou não”, explicou.

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O documento é endereçado para a Diretora da Vigilância Sanitária de Santa Catarina, Lucélia Scaramussa Ribas Kryckj. “Devido as investigações ocorridas nesta unidade policial onde se identificaram estabelecimentos comerciais que possivelmente comercializaram carne animal imprópria para consumo, encaminham-se em anexo documentos para conhecimento e providência que entender cabíveis, sugerindo-se visita nos locais”, diz parte do documento.

Entre os citados está o Farol supermercado, localizado na Prainha do Farol de Santa Marta, em Laguna.

Ao Folha Regional, os responsáveis pelo estabelecimento negam a compra de carne imprópria e afirmam que irão tomar providências. “Já estamos tomando todas as providências cabíveis e registraremos um B.O. e em breve emitiremos uma nota oficial nas nossas redes sociais. Não compramos não”, afirmam.

::: Confira a nota oficial do Farol Supermercado :::

Nota de esclarecimento

Em atenção aos nossos clientes, à imprensa e à sociedade em geral, em virtude das notícias veiculadas no último sábado (16/10), o Farol Supermercado vem esclarecer que está inteiramente à disposição dos órgãos competentes para elucidar todos os pontos que se façam necessários. 

Ainda, o Farol Supermercado esclarece que sua diretriz sempre foi o bom relacionamento com os seus clientes, fornecendo produtos de qualidade e atendimento diferenciado, razão pela qual se mantém em atividade por mais de 13 anos.

Por fim, o FAROL SUPERMERCADO reitera seu compromisso com as boas práticas de mercado, além de buscar a eficiência em seus produtos e serviços, visando a plena satisfação dos seus clientes e da sociedade em geral.

::: Operação Hefesto :::

O último alvo da segunda fase da Operação Hefesto foi preso no dia 6 desse mês, no interior de Araranguá. A prisão, realizada pela Divisão de Investigação Criminal de Criciúma, foi a sétima desde o início da operação, que apreendeu cerca de 520 quilos de carne supostamente de cavalo ou mula em um CTG, no bairro Frasson, em Morro da Fumaça.

Segundo delegado responsável pelas investigações, Ulisses Gabriel, até o momento, quatro estabelecimentos comerciais, além de vendedores particulares, foram identificados por negociações para venda de carne de cavalo na região. Entre eles, um mercado em Laguna, um restaurante em Içara, uma lanchonete em Morro da Fumaça e outra em Criciúma.

O delegado ressalta que sete pessoas foram presas desde o início da operação na situação envolvendo o comércio de carne imprópria para o consumo, dois por tráfico de drogas e outro por desacato e resistência.

No inquérito inicial, há apuração de crimes de receptação, furto de gado, compra e venda de armas e munições e organização criminosa. Na segunda fase da investigação, foram instaurados dois novos inquéritos, um para apurar o crime de usura pecuniária e outro por lavagem de dinheiro. “Terminamos a segunda fase da operação. Tem outros três inquéritos em tramitação”, diz o delegado.

As pessoas indiciadas tanto na primeira como na segunda fase da operação, solicitaram habeas corpus ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC). Porém, o desembargador Carlos Alberto Civinski, na decisão proferida em segunda instância, em Florianópolis, negou todos os pedidos.

Por Folha Regional

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