O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) formalizou a denúncia contra seis homens envolvidos em uma série de crimes violentos que aterrorizaram o Sul do estado no final de janeiro. A ação criminosa, que começou em Forquilhinha, estendeu-se por cidades como Criciúma e Tubarão, terminando apenas na Grande Florianópolis.
Invasão, Tortura Psicológica e Roubo em Forquilhinha
Segundo a Promotoria de Justiça, a “noite de terror” iniciou no bairro Ouro Negro. Armados, os criminosos invadiram residências e renderam moradores, que foram amarrados e mantidos sob ameaça constante.
Dinâmica dos crimes na cidade:
Emboscada familiar: Uma das vítimas foi forçada a atrair parentes para a residência, onde todos foram privados de liberdade e tiveram seus bens roubados.
Extorsão digital: Sob mira de armas, os moradores foram coagidos a realizar transferências bancárias, operações de crédito e tentativas de empréstimos.
Oficina Mecânica: O grupo ainda rendeu outras pessoas em uma oficina próxima, incluindo um idoso, mantendo todos sob vigilância armada.
Fuga e Prisões em Tubarão e Palhoça
Após o roubo de joias, dinheiro e veículos, o grupo dividiu-se para a fuga. Parte dos criminosos sequestrou um motorista de aplicativo em Criciúma, obrigando-o a dirigir enquanto tentavam escapar da polícia.
Abordagem em Tubarão: Metade do bando foi interceptada e presa em uma ação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Tubarão.
Perseguição em Palhoça: Os demais envolvidos fugiram em alta velocidade, desobedecendo ordens de parada, e só foram detidos em Palhoça após intervenção do BOPE, que envolveu disparos de arma de fogo.
Pedido de Indenização e Condenação
O MPSC pede a condenação dos seis denunciados por sequestro, roubo majorado, extorsão, estelionato tentado, associação criminosa e outros crimes de trânsito. Além da prisão, o órgão solicita:
Danos Morais: Pagamento de R$ 50 mil para cada uma das vítimas.
Danos Materiais: Ressarcimento integral de todos os bens subtraídos e valores extorquidos.

Foto: Divulgação/PRF

















