O Sindilojas de Tubarão e Região expressou publicamente sua preocupação com os impactos da criação de novos feriados na economia catarinense. O debate central gira em torno da competitividade e dos custos operacionais que a medida impõe ao comércio, indústria e prestadores de serviço.
O Projeto de Lei em Debate
A polêmica ganhou força em 2026 com o Projeto de Lei nº 0023/2026, enviado pelo governador Jorginho Mello à Assembleia Legislativa (Alesc). A proposta visa tornar o dia 25 de novembro, data dedicada a Santa Catarina de Alexandria, um feriado oficial em todo o estado.
Entidades como o Sindilojas, CDL e AEMFLO já manifestaram oposição, argumentando que o mês de novembro já é sobrecarregado por datas como Finados (2), Proclamação da República (15) e Consciência Negra (20).
Custos Elevados para o Empregador
Para o setor produtivo, um novo feriado em dia útil representa um aumento direto nas despesas. Segundo o Sindilojas, o empresário enfrenta dois cenários difíceis:
Se abrir as portas: É obrigado a arcar com o pagamento de horas em dobro, além de encargos como transporte e alimentação previstos em convenções coletivas.
Se fechar as portas: Sofre com a queda imediata no faturamento em um mês estratégico para o varejo, que concentra a Black Friday e os preparativos para o Natal.
Setores essenciais, como farmácias e supermercados, não podem suspender as atividades, transformando o feriado em um custo fixo que acaba sendo repassado ao consumidor final.
Risco à Competitividade Catarinense
Além do comércio, a indústria e a logística também são afetadas pela paralisação de linhas de produção, gerando atrasos em contratos e exportações. Santa Catarina, que ocupa a 2ª posição no Ranking de Competitividade dos Estados, poderia ter seu custo de empreender elevado em relação a outras unidades da federação.
Enquanto o turismo e a hotelaria podem ser beneficiados, o Sindilojas alerta que o impacto é desigual e penaliza os setores que sustentam a maior parte dos empregos formais na região de Tubarão. O projeto segue em tramitação na Assembleia Legislativa sob forte pressão das entidades empresariais.


















